AMAR OS POBRES POR ELES MESMOS

  • Categoria: Mensagem da Pastoral
  • Data: 30/09/2026 07:10
AMAR OS POBRES POR ELES MESMOS

Estou lendo um livro de um escritor tcheco, Tomás Halík, padre e terapeuta. O título do livro: ‘Não sem esperança’. É uma meditação sobre a centralidade da fé na esperança, no futuro de Deus que vem ao nosso encontro, mesmo nas surpresas da vida. No meio do livro encontrei uma referência digna de ser compartilhada. Na América Latina, entre as comunidades de fé populares e de base tem um texto do evangelho de Mateus muito conhecido e apreciado: Mateus 25.31-46. Nele, Jesus conta uma parábola pela qual descobrimos que toda vez que estendemos a mão a quem tem fome, sede, ou é migrante, nu, enfermo ou preso, é a Ele mesmo que estamos oferecendo nossa mão. Para Halík, aí temos um verdadeiro paradoxo, próprio da fé cristã. Mateus afirma claramente que encontramos Cristo no pobre, no necessitado e vulnerável. A humanidade dessas pessoas e suas necessidades urgentes são prioridades absolutas. Não as podemos ignorar nem deixar de lhes estender a mão, o afeto, o acolhimento. E não porque supostamente Cristo estivesse escondido naqueles corpos sofridos. Essas pessoas na sua urgência e clamor por vida têm um valor próprio. Por isto é que Cristo se identifica com elas de forma tão definitiva.

Semente de Esperança

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